Em assembleia histórica, mais de 10 mil professores aprovam a greve por tempo indeterminado

Professores de todo o Paraná participaram da assembleia da APP Sindicato em Guarapuava que referendou a greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (9)

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Em uma assembleia histórica, mais de 10 mil professores referendaram a greve na educação pública do Estado do Paraná a partir de segunda-feira (9), à 7h. Durante os discursos, cobranças das ações do Governo e também da rejeição das duas mensagens legislativas enviadas aos deputados estaduais nesta semana. O pagamento do terço de férias, a regularização do PDE e a valorização dos professores estão na extensa pauta que será discutida nos próximos dias em todas as escolas estaduais.
A aprovação por unanimidade foi comandada pelo presidente da APP, Hermes Leão Silva Junior após pronunciamentos de deputados e lideranças sindicais da CUT, CNTE, MST, Conlutas e outras entidades. Os representantes de 32 núcleos regionais ainda relataram problemas como a falta de funcionários, dos recurso do fundo rotativo e de materiais essenciais, como giz branco e papel higiênico.
“Não é possível que tenha chegado a esse ponto a educação do Paraná, a greve é o único caminho em conjunto com outras categorias. Vamos parar o Estado e a partir de segunda-feira (9) organizar ações em cada escola, em casa rua, em todas as praças, cobrando principalmente os deputados para que não aprovem as medidas que acabam com anos de história de luta por melhorias aos professores e funcionários”, discursou o presidente Hermes Leão.
De acordo uma das lideranças, a professora Janeslei Albuquerque, as medidas leva, ao total sucateamento da educação paranaense. “Infelizmente chegamos ao máximo, ao fundo do poço, ao sucateamento total da educação pública paranaense. Isso vai afetar o dia a dia da população, de você pai, você mãe, de toda a sociedade”, discursou a professora e sindicalista.
Deputados discursam a favor da greve

“Isso aqui é a mostra direta para o governador Beto Richa que já teve a cara de pau de ir na Câmara Federal dizer que está tudo bem no Paraná. Eu mostrei que não. Os deputados do Paraná só vão mudar de opinião com a organização e pressão política, para que eles vejam o tamanho da nossa força. Digo mais, não vamos nos curvar diante destes desmandos!”, discursou o deputado federal Aliel Machado (PC do B).
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“A única esperança que temos é a mobilização de professores, servidores e toda a sociedade paranaense, o fórum de centrais sindicais vai fazer isso a partir de segunda-feira. E o dia de hoje mostra a capacidade de organização dos professores do Paraná. É preciso impedir esse crime contra o serviço público e a educação”, afirmou o deputado estadual Péricles de Mello (PT).
“A minha indignação é a mesma de todo o professor do Paraná. Construímos juntos com muitas marchas, greves e lágrimas, a conquista do plano de carreira de funcionários, professores. Tivermos que fazer greve de fome, ocupar a assembleia, enfim, já fizemos muitas mobilizações. Então minha gente, a nossa união será a nossa força, a nossa disposição de fechar as escolas, chamar servidores de outras categorias e marchar para Curitiba e ficar quanto tempo for necessário. O governador decretou guerra contra o servidor público”, afirmou deputado estadual Professor Lemos (PT).
“É lamentável vermos professores vindo de todo o Estado vindo reivindicar algo que já foi conquistado. Mais de 60 anos depois de suas aprovações, vermos o governador depois de se reeleger vindo apresentar essas mensagens. Toda a população vai ser atingida com um professor que ganha menos”, afirmou em discurso o deputado estadual Nelson Luersen (PDT).
“Se alguém precisa ser responsabilizado por essa lambança é o Governo do Estado. As universidades vão parar, os hospitais regionais e universitários também, os agentes penitenciários também é nós vamos parar. E outra, os deputados, Artagão, Cristina e Bernardo moram aqui e a única forma de mobilização e sensibilização, caso eles não venham aqui hoje, é nós irmos até a casa deles”, afirmou o deputado Tadeu Veneri (PT).
Tercílio Turini (PPS), Requiao Filho (PMDB) e Nereu Moura (PMDB) enviaram cartas afirmando que serão contrários aos projetos.

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