Os Transtornos de Aprendizagem de acordo com o DSM V

A aprendizagem é um fenômeno complexo que depende de fatores psicológicos, familiares, socioculturais, pedagógicos e biológicos. Os Transtornos de Aprendizagem (TA) acontecem quando há comprometimento dos fatores neurobiológicos.

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Para um diagnóstico de TA deve-se distinguir prejuízo acadêmico causado por outros fatores, tais como emocionais ou psicossociais. Para isso, o ideal é que intervenções baseadas em evidência científica sejam aplicadas num período anterior à Avaliação Diagnóstica de TA (nos Estados Unidos, há o RTI que é uma ferramenta aplicada nas escolas para responder a um dos critérios de exclusão dos TAs – a falta de instrução adequada). Para ser TA a persistência das características deve permanecer apesar da intervenção. O que poderá acontecer é que, com diagnóstico precoce, intervenção de qualidade e conforme o nível de prejuízo, as dificuldades acadêmicas sejam minimizadas ou até deixem de ser percebidas em testes (chamados “disléxicos compensados”).

            Pessoas com TAs possuem déficits em processos cognitivos, principalmente em habilidades metafonológicas, memória operacional, nomeação rápida e decodificação. A condução de avaliação neuropsicológica nos quadros de suspeita continua sendo fundamental para verificação das forças e fraquezas do funcionamento cognitivo dos sujeitos.

Critérios para Diagnóstico de Transtorno de Aprendizagem:

  •       Definição das características-chave do transtorno.

Devem ser sintomas que persistem apesar da intervenção específica, sendo eles:

TA com prejuízo em Leitura TA com prejuízo da Expressão Escrita TA com prejuízo em Matemática
– Baixo desempenho em leitura de palavras.

– Fluência ou velocidade leitora abaixo do esperado.

– Dislexia como termo alternativo- Baixo desempenho de codificação.

– Baixo desempenho gramatical e de pontuação.

– Dificuldade em manter a clareza e a organização da expressão escrita.- Dificuldades em senso numérico.

– Dificuldade na memorização de fatos aritméticos.

– Dificuldade na fluência de realização dos cálculos.

– Baixo desempenho no raciocínio matemático.

– Discalculia como termo alternativo.

  •   Mensuração das dificuldades presentes. 

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Deve ter a verificação de prejuízos acadêmicos funcionais e a mensuração das dificuldades por meio de instrumentos normatizados e culturalmente adaptados para a faixa etária/escolar. Sugere-se o ponto de corte de pelo menos 1,5 desvio-padrão abaixo da norma para a idade para que o resultado seja considerado deficitário e indicativo de um TA.

  • Idade de início do transtorno.

Desde os primeiros anos escolares os sinais de TA já estão presentes, mas podem não ser totalmente manifestados até que as demandas escolares excedam as capacidades do indivíduo.

  •       Critérios de exclusão.

Idem DSM IV. Devem ser excluídos casos de Deficiência Intelectual, atraso global de desenvolvimento, má acuidade visual e auditiva, desordens neurológicas/mentais, falta de oportunidade acadêmica e adversidades psicossociais.

Classificação Qualitativa dos Níveis de Severidade dos TA:

Leve Moderado Grave
Algumas dificuldades leves em um ou dois domínios que possibilitam ao indivíduo compensar ou funcionar bem quando providas as devidas acomodações ou serviços de suporte nos anos escolares. Dificuldades consideráveis em um ou mais domínios de modo que o indivíduo não se torne proficiente sem intervenções intensivas periódicas e ensino educacional especializado nos anos escolares. Acomodações e suportes devem ser oferecidos ao mínimo em parte do dia escolar/trabalho ou em casa de modo a realizar as tarefas eficientemente. Dificuldades severas nos domínios acadêmicos de modo que o indivíduo não aprenda tais habilidades sem intervenções intensivas contínuas e ensino educacional especializado na maior parte dos anos escolares. Mesmo com acomodações e suportes apropriados na escola/trabalho e em casa, o indivíduo pode não ser capaz de completar as tarefas eficientemente.

Fonte: http://sinapsaprender.wordpress.com/2014/02/03/novos-criterios-diagnosticos-dos-transtornos-da-aprendizagem-parte-1/

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