A Família na Educação Inclusiva

A família cumpre papel vital na educação de uma criança, para o bem ou para o mal. Apesar do consenso sobre essa verdade elementar, o debate (moral, político, jurídico e pedagógico) sobre como tal papel deve ser exercido é historicamente inflamado e sempre reaberto. Aquele lugar comum, se correto na sua generalidade, é cheio de nuances na prática.

Pai e mãe, em primeiro lugar, mais do que o direito de exercer o poder familiar na escolha das opções educacionais dos filhos, têm o dever legal e a responsabilidade por decisões que atendam aos interesses da criança. A liberdade dos pais, por isso mesmo, não é absoluta. Estão em jogo não só os direitos da criança, mas o interesse público.

Educar uma criança, nesse sentido, tem a ver tanto com a formação de um indivíduo, inevitavelmente sujeita às escolhas que pais fazem em seu nome, quanto com um projeto de sociedade, consagrados numa política educacional. Numa democracia constitucional, que promete proteger direitos individuais, há espaços para decisões autônomas da família, mas há valores que a comunidade política não negocia, nem mesmo com a própria família.

Longe de serem apenas dilemas teóricos, essas questões têm implicações práticas difíceis de se resolver numa fórmula geral. Saber qual a divisão de trabalho mais desejável entre família e escola, e como ambas podem ajudar-se mutuamente num processo em que nenhuma é autossuficiente, são perguntas em voga desde a criação do ensino universal em qualquer país. As respostas variam segundo as políticas educacionais, o contexto cultural, a posição econômica de cada família, e assim por diante.

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Autoria: Conrado Hübner Mendes

Postagem autorizada por: Instituto Rodrigo Mendes e DIVERSA (www.diversa.org.br)

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