Como orientar os alunos com dificuldades na leitura – BAIXE O ARQUIVO!

A dificuldade em realizar a leitura é tida como um dos maiores obstáculos enfrentados pelos alunos. Preocupados com essa questão, vários educadores estão em busca de o melhor caminho a seguir, contribuindo para um melhor desenvolvimento da leitura.

Segundo pesquisas, as escolas estaduais apresentam maior índice em relação à dificuldade com a leitura, porém, vale ressaltar que acontece em todas as instituições de ensino independente do segmento (público ou particular).

É de suma importância para lidar com esta situação, enquanto educadores, ter a consciência de que as dificuldades apresentadas na leitura estão intensamente ligadas ao desenvolvimento das habilidades na escrita provenientes de alterações ou erros de sintaxe, estruturação, organização de parágrafos, pontuação, bem como todos os elementos necessários para a composição do texto.

Partindo desse pressuposto, segue algumas sugestões de estratégias a serem aplicadas de forma que venha facilitar o desempenho no processo de leitura que os alunos apresentam em sala de aula:

• Procure fazer um momento de divisão para leitura, sendo que durante a aula metade do tempo seja dedicado à leitura prazerosa, onde cada um lê o que é de seu interesse, e a outra parte seja voltada para a prática da leitura voltada para o desenvolvimento de conteúdos;

• A escola pode promover campanhas de incentivo à leitura, estimulando os alunos a lerem. Por exemplo: gibis como forma de leitura e entretenimento;

• Trabalhar na análise e decomposição de frases escolhendo palavras segmentando-as em sílabas e fonemas, intervindo na memória, passando de memorização à memória de longo prazo. Vale ressaltar que não deve ser realizada de forma mecânica ou descontextualizada, por exemplo, f e v são vagos quando isolados, mas quando proposto em palavras (faca ou vaca) já permitem um maior entendimento, o que facilita a aprendizagem;

Segundo Duke e Pearson (2002) existem seis tipos de estratégias de leitura consideradas relevantes, baseadas em pesquisas tidas como auxiliares no processo de leitura. São as seguintes:

• Predição: trata-se de antecipar, prever fatos ou conteúdos do texto, utilizando o conhecimento existente para facilitar a compreensão.

 • Pensar em voz alta: o leitor verbaliza seu pensamento enquanto lê.

• Estrutura do texto: analisar a estrutura do texto, auxiliando os alunos a aprenderem a usar as características dos textos, como cenário, problema, meta, ação, resultados, resolução e tema, como um procedimento auxiliar para compreensão e recordação do conteúdo lido.

• Representação visual do texto: auxilia leitores a entenderem, organizarem e lembrarem algumas das muitas palavras lidas quando formam uma imagem mental do conteúdo.

• Resumo: tal atividade facilita a compreensão global do texto, pois implica na seleção e destaque das informações mais relevantes contidas no texto.

• Questionamento: auxilia no entendimento do conteúdo da leitura, uma vez que permite ao leitor refletir sobre o mesmo. Pesquisas indicam também que a compreensão global da leitura é melhor quando alunos aprendem a elaborar questões sobre o texto.

Vale ressaltar que, tanto no desenvolvimento da leitura quanto da escrita, pais e professores são mediadores indispensáveis no processo de aprendizagem, prevenindo e intermediando através da correção quando necessária e com cautela.

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Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: http://educador.brasilescola.com/sugestoes-pais-professores/como-orientar-os-alunos-com-dificuldades-na-leitura.htm

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1 Resultado

  1. Aparecida C. Lemos Santos disse:

    Com todo respeito pela autora do texto, fico imaginando o desconhecimento (para mim só pode ser desconhecimento) da realidade de uma escola pública, aonde chegam (e muitos pais ‘depositam’ mesmo) seus filhos e não há acompanhamento em casa. Qualquer um que se lembre bem de sua infância sabe que não é a escola que ensina a ler e escrever, e sim, os pais/responsáveis. A escola amplia, potencializa e oferece novas aprendizagens, mas é em casa que tais habilidades são desenvolvidas. O ensino de leitura requer um atendimento individualizado e na sala de aula com 30 ou mais alunos, isso é inviável. E as escolas públicas são assim, estou lá e conheço a realidade.
    Só a título de exemplificação: a filha do meu namorado, com 6 – 7 anos estuda em um colégio particular de BH, e na sala dela há apenas 8 alunos, ou seja, lá é possível um tratamento particularizado mesmo, e ainda assim, a professora têm uma auxiliar que é estagiária de Pedagogia ou Letras. Ali sim, é possível ‘a escola’ ensinar a ler e escrever; já a escola pública com salas lotadas e meninos gritando, conversando e correndo pela sala não oferece as condições necessárias para o tão falado, mas impossível ‘ensinar a ler e a escrever’.
    Em relação à primeira sugestão para ‘ensinar a ler’ “… durante a aula metade do tempo seja dedicado à leitura prazerosa, onde cada um lê o que é de seu interesse, …”. Ler o que for do interesse é tarefa para ser feita em casa, na sala de aula vira uma bagunça só, pois os alunos não leram em silêncio, uma vez que eles não trouxeram de casa o conceito de silêncio e respeito ao que o professor pede. Então, o professor passa a aula toda ‘chamando a atenção’ daqueles agitados. E quem vai conseguir concentrar em meio a essa ‘folia’ – aluno que tumultua e professor que precisa chamar a atenção o tempo todo? O resultado é o que vemos todos os dias: nenhum dos dois consegue aprende a ler e a escrever – nem o agitado, porque não tem interesse mesmo, e muito menos aquele comportado, que nesse meio acabado sendo e tendo o seu direito de aprender totalmente massacrado. É isso que temos nas escolas, e muitos insistem em dizer que não é assim, é possível aprender a ler e a escrever na escola.
    Na escola sim, é possível tudo, mas nas escolas com esse tipo de aluno sem limites, não será possível mesmo. Ele sairá de lá conhecendo apenas as letras, formando palavras, desconhecendo outras tantas, e o nível de leitura é o que nos deparamos com ele a a cada esquina – leem ‘catando letras, palavras, mas não se chega a um sentido global do texto.
    E não me venha com o discurso de que as cenas descritas são ‘pouco preparo do professor ou inabilidade do mesmo para a sala de aula’. Atualmente, é um tal de usar essa frase para desresponsabilizar os pais e culpar o professor. Assim é mais cômodo alicerçar o discurso de que se a educação não apresenta resultados, há um culpad, e este é o professor.
    As demais sugestões funcionam e muito bem com o grupo, e são àquelas propostas por Isabel Solé, no livro ‘Estratégias de leitura’, e por outros autores como Ângela Kleiman, Magda Soares, Ingedore Koch etc., desde que a escola forme turmas com alunos mais comportados. Isso mesmo, se a escola quer ter um desempenho melhor de algumas turmas, faz-se a famosa ‘enturmação’, dos bem educados e interessados, é claro, para se conseguir algum resultado.
    Água e óleo não se misturam. Querer mesclar turmas com a diversidade de desinteresses resulta em professor com problemas vocais, alunos que não querem nada e nem deixam os poucos que ali estão aprenderem o mínimo possível.
    Aprender a ler e desenvolver a fluência na leitura requerem ambiente propício, e não é na sala com algazarra que formaremos leitores.

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