Prefeitos e MEC discordam do aumento do piso de professores – ENTENDA!

De acordo com os cálculos do Ministério da Educação, que baseiam o novo piso salarial dos professores, o aumento no salário dos profissionais da educação será 11,36%. No entanto, a Confederação Nacional dos Municípios, entidades que representa os prefeitos, aponta que o reajuste deveria ser de 7,41%. É que segundo os prefeitos municipais, o governo federal está superestimando os valores do Fundeb, que serve de parâmetro para definir o salario dos professores.

Atualmente em R$ 1.917,00, o valor do piso salarial inicial para professores com carga horária de 40 horas semanais vai para R$ 2.134,00, enquanto que pelos cálculos da CNM deveria ir para R$ 2059,00. De acordo com o presidente da Associação Piauiense de Municípios, Arinaldo Leal, os gestores reconhecem a necessidade de aumento salarial para os trabalhadores, no entanto, as prefeituras já estão sem condições de pagar os valores atualmente, e a situação deve ficar pior com o novo aumento.

A saída apontada pelo gestor é de que oGoverno Federal, além de definir o novo valor do piso salarial, também fosse o responsável por enviar recursos para garantir o cumprimento do piso, que é uma lei federal.

Para chegar ao valor do piso, o MEC segue a Lei 11.738/2008. O piso salarial do magistério é atualizado anualmente em janeiro, com o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano no âmbito do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Ao contrário do que acontece com a regra do salário mínimo, o reajuste do piso dos professores está vinculado ao crescimento da receita do Fundeb e não à inflação e o PIB.

A CNM explica que o problema está nas previsões do Governo Federal, que sempre estima aumento do Fundeb, mas nunca cumpre. “Não se trata de discutir o que é justo, e sim o que é possível ser pago com as receitas municipais”, afirma Paulo Ziulkoski, presidente da CNM. “Com certeza, os professores merecem reajustes maiores, mas não se pode aceitar a manipulação de informações para gerar reajustes acima da capacidade de pagamento dos governos”, conclui o presidente da CNM.

Fonte: Com informações do Jornal O Dia

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8 Resultados

  1. Aleci Oliveira disse:

    Há verbas pra tantas outras coisas , porque não pra educação que é prioridade. E só desviar menos os governos.

  2. Fabiana disse:

    Certamente será um custo abusivo, afinal este valor não é destinado aos nobres políticos.
    Para eles um singelo aumento atinge cerca 30% de seus míseros salários.
    Este é nosso país. Um país escravocrata que nunca conseguirá romper com os laços históricos de sua construção monárquica.

  3. Maria José Jeronimo disse:

    Um prefeito deveria ganhar essa miséria de salário que nós, professores, ganhamos. Deveriam ter vergonha.

  4. sandra disse:

    É uma vergonha um professor ter que trabalhar 40 horas para ganhar este salário que se quer cobre as despesas básicas de sobrevivência.
    Profissão linda, entretanto precária, o educador se transforma em para raio nestes espaços por ausência do governo. E quer saber este docente vai contornando e consegue chegar ao final do ano letivo feliz por um sorriso, por uma manifestação corporal positiva pelos momentos vivenciados pelas crianças, mesmo diante de tantas limitações e falta de estrutura.
    Não há preocupação com as funções cognitivas deste educador pela exposição de uma carga horária exaustiva, que no mínimo chega às 15 horas.

  5. Esse valor é muito menos que merecemos.Politicos so visam o próprio bolso esse estando cheio de desonestidade corrupção pra eles tá ótimo.Que vergonha .

  6. Emerson disse:

    A própria Lei do piso Nacional do magistério, desmonta o único argumento da CNN, que é a de que o governo Federal deveria suprir os recursos dos reajustes dos quais os municípios não têm verba para concedê -lo. Ora, a lei do piso diz justamente isso: Todo município que comprovar a falta de recurso para pagar o piso, a união deverá mandar o recurso necessário para o pagamento. Mas os municípios que alegarem tal dificuldade, deverão abrir as contas e provar a falta desse recurso, provando tbm, wue todos os seus gastos das verbas do FUNDEB, estão todos em conformidade com a lei do fundo. Se provarem que gastaram o dinheiro do FUNDEB corretamente e mesmo assim faltou o dinheiro pro pagamento do piso, a união está obrigada a suprir tal falta. Por que será que até hj, nenhum município recorreu à união fazendo uso desse dispositivo da lei do piso, hein? Aí é que está!

  7. Regina disse:

    Todos os anos a mesma desculpa. E sempre pagamos o preço pelos políticos que elegemos.

  8. Joze disse:

    Bando de porcalhoes…diminuir o desses politicos corruptos da pra pagar… Na minha cidade vereador recebe 16.000,00 pra ficar com baixaria…tenho é nojo!

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