Ministérios culturalmente importantes são excluídos do Governo Temer gerando grande revolta nas redes sociais

Com o Impeachment da presidente Dilma Roussef e posse do então vice-presidente Michel Temer como presidente em exercício, muitas indagações e incertezas começaram a se espalhar pelo Brasil no que tange aos cargos de ministros e também quanto a manutenção dos ministérios. Ao tomar posse e indicar os nomes dos ministros de seu governo, Michel Temer causou grande descontentamento, observado em redes sociais, pelas seguintes mudanças e atitudes, consideradas por muitos como racistas, machistas e de retrocesso:

  1. Retirada do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, da então ministra Nilma Lino Gomes;

O ministério acima citado tinha como atribuições, formular políticas e diretrizes para promover os direitos da cidadania, da criança, do adolescente, do idoso e das minorias e à defesa dos direitos das pessoas com deficiência e à promoção da sua integração à vida comunitária; coordenar a política nacional de direitos humanos, de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH); servir como ouvidoria nacional das mulheres, da igualdade racial e dos direitos humanos, promovendo ações contra a discriminação e pela igualdade entre mulheres e homens; favorecer a ressocialização e proteção dos dependentes químicos; promover políticas para a promoção da igualdade racial e étnica; coordenar, integrar e articular políticas públicas voltadas para a juventude.

  1. Fusão do Ministério da Cultura com o Ministério da Educação;

O secretário de Cultura do Piauí, Fábio Novo (PT) criticou a decisão dizendo:

“Unificou os 27 dirigentes estaduais de cultura, intelectuais e artistas contra a sua proposta de extinção do Ministério da Cultura. Manifesto assinado por todos os secretários estaduais foi lançado hoje. O MINC foi criado em 1985 pelo governo Sarney. De lá para cá veio se fortalecendo nas políticas de fomento do nosso fazer cultural em várias vertentes”, diz parte do texto de Fábio Novo.

  1. Ausência de mulheres e negros no quadro de ministros;

Dentre os 23 ministros pertencentes aos quadro do ministério do governo não há a presença de mulheres e negros, o que indignou determinados grupos de pessoas que considerou essa atitude como um ato machista e racista;

  1. Incertezas quanto a relação do governo Temer com a comunidade LGBT, Comunidade Afrodescente e grupos de baixa renda;

O discurso da senadora Regina Sousa (PT-PI) tem sido repetido por vários pessoas em grupos, fóruns e perfis pessoais. Durante a sessão do último dia 11 no Senado, a senadora disse:

Logo, logo vai ficar claro quem vai pagar o pato. Os negros, indígenas, mulheres, população LGBT, religiões de matriz africana, política de cotas, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Luz para Todos. Aguarde.

5. Oito dos novos ministros estão sendo investigados na Lava-jato;

Geddel Vieira Lima, Romero Jucá, Henrique Eduardo Alves, Bruno Araújo, Ricardo Barros, Raul Jungmann, José Serra e Mendonça Filho. (Informações do Jornal Extra)

Aguardemos novas páginas desta história.


O idealizador deste blog não representa nenhum um grupo político, o texto acima, escrito pelo mesmo, representa a reprodução de fatos lidos, ouvidos e assistidos pelo mesmo.

 

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