Especialistas criticam proposta de reforma do ensino médio – Entenda como será o possível “novo modelo”

Em situação crítica, o ensino médio foi selecionado como prioritário pelo governo para que sejam promovidas mudanças como flexibilização do currículo, proximidade com o ensino técnico e conexão com as áreas de interesse de cada estudante. Na semana passada, o MEC divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que revelou que a meta do ensino médio está estagnada em 3,7, abaixo dos 4,3 previstos para 2015.

“Se, porventura, até a próxima semana nós chegarmos à conclusão de que a agenda legislativa não permitirá a votação nas duas Casas [Câmara e Senado] e a sanção até o fim do ano, vamos buscar uma medida provisória”, disse Mendonça Filho, referindo-se ao Projeto de Lei 6.840/2013, que tramita neste momento na Câmara dos Deputados.

O Projeto de Lei 6840/2013 (PL) que busca reformular o ensino médio tem sido alvo de críticas por especialistas que alegam que a proposta foca mais na formação para o mercado de trabalho do que na transmissão de conhecimentos. Para o professor Paulo Carrano, da Universidade Federal Fluminense (UFF), “a pior coisa é jogar na lata de lixo a formação humana integral conquistada nas diretrizes curriculares, que dão base para um diálogo nacional”.

A proposta do PL prevê, entre outras coisas, que a jornada do ensino médio seja em tempo integral e que o currículo seja dividido por áreas de conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas), sendo que o aluno deve optar por uma delas no terceiro ano. A professora Sandra Regina Garcia, especialista em políticas públicas da Universidade Estadual de Lavras (UEL-PR), critica a divisão.  “Se ele fizer só um, ele vai continuar seus estudos só nessa área; se ele tiver a possibilidade de ir para o nível superior, só vai poder estudar naquela área que escolheu [na escola]. E se achar que errou na escolha, vai ter que fazer novo terceiro ano, para pensar outra opção.”

Foto de Miniatura: Valter Campanato/ABr

Texto: EBC e ProMenino (Licença Creative Commons 3.0)

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1 Resultado

  1. Gegê disse:

    Uma palhaçada essa reforma!

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