Faça o download gratuito e autorizado do livro “Escravidão, Doenças e Práticas de Cura no Brasil”

Um excelente livro que pode ser útil em diversos aspectos. Considero formidáveis o tema e a forma com que o livro fora organizado.

Recém-lançado e disponível para download novo livro que Tania Salgado Pimenta organizou conjuntamente com Flavio Gomes (UFRJ):  “Escravidão, Doenças e Práticas de Cura no Brasil” – Fruto do projeto de pesquisa financiado pelo CNPq/Fiocruz.

Nas primeiras páginas do livro, as professoras Lilia Schwarcz (Professora de Antropologia da USP  e Global Professor em Princeton, EUA) e Maria Helena P. T. Machado (Professora de História da USP) citam que:

Recuperar uma história dos corpos envolvidos em tão duras condições de subalternidade e, ao mesmo tempo, rever as narrativas propostas por uma história da medicina monopolizada pelo saber médico masculino, eurocentrado e aparentemente vitorioso, é um limite que começamos a alcançar por meio de novos estudos e abordagens, presentes neste livro. Os textos também nos ajudam a entender práticas dos próprios escravizados que cuidavam de seu corpo a partir de ensinamentos trazidos de seu continente e experiências pregressas. Voltamos, portanto, nossos olhos, mais uma vez, para corpos escravizados, mas neles descobrimos horizontes de experiências das durezas da escravidão e das alegrias das vivências sociais, comunitárias, familiares e amorosas.

Ainda na descrição do livro é citado que:

Escravidão, Doenças e Práticas de Cura é livro que vem cumprir papel fundamental. Organizado por dois pesquisadores experientes da área da escravidão e saúde,  essa antologia de textos representa um excelente exemplo de como os estudos da escravidão vêm desbravando fronteiras novas a partir da combinação do uso de riquíssimas fontes documentais, abordagens renovadas, problemáticas complexas. Nesse caso, explora-se um novo campo de interesses, que articula a história da saúde e da doença durante a vigência desse sistema no Brasil. Esses estudos sinalizam a possibilidade de recuperação e análise de uma história do corpo – entendido simultaneamente como biológico e social/cultural – capaz de, mesmo sem negar a dureza do regime de trabalho, superar as narrativas do corpo torturado dos africanos no tráfico atlântico. As histórias de apropriação sistêmica do aparelho biológico do escravizado para o trabalho, por parte dos senhores, são agora revistas a partir da agência da justiça, do olhar médico e dos próprios africanos.

FONTE E DOWNLOAD EM: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/16601

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