6 formas de organizar a sala de aula para a realização de atividades

Todos os dias, além do tempo reservado para o recreio, a merenda, a formação de hábitos de higiene, temos que dar oportunidade e criar situações  para que o aluno desenvolva as habilidades que já traz e adquira outras no que se refere a Ouvir; Falar; Ler; Escrever e Refletir sobre a língua.

Essas habilidades se subdividem em muitas outras e se misturam, mas é sempre importante ter um objetivo principal em mente quando se planeja uma atividade. Os objetivos das atividades devem estar claros para você e também para o aluno. Por isso,  deve-se começar cada tarefa com um momento de planejamento conjunto para que o aluno saiba: o que vai fazer; como vai fazer; para que vai fazer; quando vai fazer; e qual é a sua parcela de responsabilidade.

Para realizar  as atividades, podemos organizar a turma de várias formas:

1. Todos juntos, em um mesmo trabalho coletivo, com a coordenação do professor, sem mudar as carteiras de lugar: Nesse tipo de trabalho todos participam pedindo a vez de falar, oferecendo sugestões, debatendo, dando opiniões, respondendo… O professor deve coordenar os trabalhos de forma que os alunos se sintam à vontade para participar e que os mais falantes deem a vez aos outros.

Exemplos: conversas, leitura coletiva, debates, redação coletiva, resolução coletiva de problemas, planejamento de atividades especiais, planejamento da rotina do dia, avaliações orais, estabelecimento de normas de comportamento etc.

2. Trabalho individual sob orientação do professor com uma atividade independente: Nessa forma de trabalho, o professor dá as explicações gerais, responde às dúvidas iniciais, determina o trabalho a ser feito  e fica circulando pela sala à disposição dos alunos durante a tarefa. Atende  um de cada vez e observa os procedimentos adotados. Esse trabalho pode terminar com uma sessão coletiva para avaliação e comentários. Exemplos: trabalhos escritos, leitura independente, jogos individuais, produção de textos.

3. Em dois grandes grupos com duas tarefas diferentes, com coordenação alternada do professor, sem mudar as carteiras de lugar: Nessa atividade o professor determina onde começa um grupo e onde começa o outro traçando uma linha imaginária que divide a turma. Os trabalhos podem ser complementares, partes de um trabalho maior, ou podem ser completamente diferentes. O professor também pode estabelecer graus de dificuldade diferente: de um lado trabalham os que já estão escrevendo e, do outro, os que ainda não escrevem de forma independente, se a turma for muito diferenciada. É um momento em que se atende a ritmos diferentes de desenvolvimento. Mas essa organização não pode ser constante para não criar a ideia de duas turmas, uma fraca e outra forte.

4. Em grupos de no máximo seis alunos, com apoio do professor: O professor pode deixar alguns grupos com trabalho independente (jogos, desenhos, leitura) para dar atenção especial a um grupo e acompanhar mais de perto o procedimento de cada aluno. Nesse caso o professor toma lugar no grupo e coordena o trabalho, participando o tempo todo dele.

5. Em grupos de no máximo seis alunos,  independente do apoio contínuo  do professor: Há muitas atividades que o aluno já conhece e que pode desenvolver de forma independente do professor, apenas trocando idéias com os colegas. Nesse momento o professor estará orientando outro grupo. Pode-se eleger um representante, monitor ou coordenador do grupo para seguir o planejamento e ajudar a  manter a ordem.

6. Em duplas, com carteiras juntas: O trabalho em duplas é muito produtivo porque um aluno ajuda o outro e a troca de experiências enriquece os dois. Diversas atividades podem ser feitas em dupla, com apresentação de um único resultado ou com apresentação de resultado individual. O professor deve ter cuidado para não consolidar duplas permanentes, pois isso reduziria as chances de enriquecimento.


Com conteúdo retirado do PRALER (MEC) (autorizado previamente)

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2 Resultados

  1. Muito pertinente a forma de esclarecer sobre o que colocar nas paredes da sala de aula para torna-la um ambiente alfabetizador. Deixando o professor livre, e, com diversos olhares que permita a interação dos alunos na aprendizagem.

  2. Maria Betania de Farias Silva disse:

    Gostei muito das dicas, parabéns!!

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