MEC antecipa a alfabetização para o 2º ano – VEJA DETALHES

O Ministério da Educação (MEC) vai fixar um prazo de até dois anos após a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para que estados e municípios elaborem os próprios currículos. São os currículos que vão definir como os objetivos de aprendizagem estabelecidos devem chegar aos estudantes nas salas de aula.

“O MEC assegurará todo o apoio técnico do ponto de vista do suporte para que estados e municípios possam avançar na definição dos currículos que obedecerão as normas gerais e as diretrizes gerais consagradas na BNCC”, disse o ministro da Educação, Mendonça Filho. “Tanto o suporte téncico, como a formação de professores e currículos devem estar absolutamente sintonizados com a nova base que será homologada”, acrescenta.

A Base Nacional Comum Curricular define o que deve ser aprendido a cada etapa da vida escolar. Vale tanto para escolas públicas quanto privadas. O ministério entregou hoje (6) a base comum do ensino infantil e fundamental ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A expectativa é que, após analisar e elaborar parecer e projeto de resolução, a BNCC volte para o MEC para ser homologada até novembro. Entre junho e setembro, o conselho fará cinco audiências públicas, uma em cada região do país.

Se esses prazos forem cumpridos, significa que estados e municípios terão até o final de 2019 ou início de 2020 para concluir os currículos.

Segundo o diretor institucional do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Antônio Neto, o prazo é viável para os estados. “Esse é um movimento que o Brasil nunca fez, alguns estados têm experiência de estrutura curricular, outros não, muitos municípios nem isso. Esse é um momento não apenas para a construção dos currículos, mas também de um diálogo federativo com regime de maior colaboração, que em alguns territórios possam ser discutidas linhas curriculares semelhantes, para que não haja tanta disparidade. A base curricular vai exigir muito esforço de formulação de estados e municípios”, afirmou.

Já entre os municípios, as situações são distintas, alguns estão mais avançados e outros precisam de mais tempo para conformar os próprios currículos, segundo o dirigente Municipal de Educação de Goiânia, Marcelo Ferreira da Costa, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Goiás. “Com certeza, durante o processo de discussão, vamos avançar. Temos um parâmetro de trabalho, mas durante as discussões, vamos verificar se o prazo é viável e traremos uma proposta ao ministro, se necessário for”, disse.

Mudanças

Entre outras questões, a Base Nacional Comum Curricular apresentada pelo MEC estabelece competências para serem desenvolvidas ao longo de toda a educação básica. Entre elas, está a empatia e o respeito à diversidade. Além disso, a alfabetização, que atualmente é feita até o 3º ano do ensino fundamental, deverá ser antecipada para o 2º ano do ensino fundamental, quando as crianças geralmente têm 7 anos.

A definição antecipa o que está previsto em lei. O Plano Nacional de Educação (PNE) estabele que todas as crianças sejam alfabetizadas até o 3º ano do ensino fundamental, até 2024. Um total de 77,8% das crianças, até 2014, tinha aprendizado adequado em leitura, dentro desse prazo; 65,5%, em escrita; e, 42,9% em matemática.

“[A antecipação] gera mais equidade, principalmente para famílias mais pobres. Famílias de classe média conseguem ter a criança alfabetizada em idade inferior à média das escolas públicas. A medida fixada na BNCC está assegurando o mesmo direito para as crianças que estudam em escolas públicas”, disse Mendonça Filho.

FONTE: EBC

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8 Resultados

  1. Marcos Franco Costa disse:

    Nao entendo porque tudo referente a investimento em e na Educaçào é longuíssimo para se resolver.Está igual aos macetes que os governantes nos dào quando se trata de nos beneficiar isto está acontecendo aqui em Balsas no Maranhào estamos sendo lesados desde a gestào passada.Investi na Educaçào não é perca de dinheiro é dever desde Cabral.

  2. Ana Gabriela disse:

    Que bom, antes era assim, e é isso que a gente vê nos alunos das escolas particulares.

  3. Cris disse:

    A mudanca tambem deve vir de casa para escola. A maioria dos alunos nao tem um acompanhamento em casa a muita omissao das familias.As escolas precisam de boas condicoes, os professores precisam de suporte pedagogico, os alunos devem inicia o 1* ano do Ensino fundamental aos 06 anos e nao aos 05anos.

  4. Luciano Regis disse:

    Acredita que se diminuir o número dr alunos por sala, dar apoio como fonoaudiólogo, psicólogo, otorrino, apoio total a saúde, destas crianças, mudar as estruturas de materiais, investir na formação continua doa professores mais que não deixe de insentiva-los financeiramente PODE DAR CERTO, agora jogar mais está nas costas dos coitados é sacanagem, tudo passa pela escola, ela esta de portas abertas para ajudar, mas quem a ajuda?

  5. Lu disse:

    Nós ,e essa vaidade política,para mostrar uma realidade que não existe e que na íntegra essas mudanças e acelerações ,só cria a ilusão que tá dando certo. Afff

  6. charles costa silva disse:

    O Brasil,vive planejando metas,muda isso muda aquilo…O plano nacional acabou de ser aprovado.agora,vem com mais propostas a serem implantadas na educação brasileira.Quer dizer,ainda nem se conseguiu dar resultados de um plano,agora mais outro..É muito plano pra poucos resultados.Acredito sim que nossas crianças possam serem alfabetizadas no segundo ano.Mas para isso devem se pensar em uma série de fatores:
    estruturas físicas, formação continuada aos professores,valorização dos profissionais, entre outros.
    Acredito que em boa parte do país não se alcança as metas desejáveis por falta de estruturas físicas,pedagógicas e acima de tudo falta de compromisso do poder público…Acredito também,que enquanto não se resolver essa falta de compromisso de não levar a sério a Educação.Os planos e metas continuaram com esse retrato.uma parte do país conseguem outras não..Os planos e projetos do mec são de boa intenções,mas infelizmente não dependem só deles e sim de cada um nós.

  7. Gizele disse:

    Eles vão retroceder o progresso. PNAIC teve a função, que muito foi bem cumprida, de nos orientar e preparar na prática a fazer o que é o certo no tempo oportuno. Mais tarde volta ao 1° ano, depois a alfabetização, etc.

  8. Gizele disse:

    Futuramente, será o fim da alfabetização também.

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