[DISLEXIA E TRANSTORNOS DE APRENDIZAGENS] Sugestões para professores, pais e responsáveis

A dislexia é uma condição neurobiológica ligada à habilidade de aprendizagem – leitura e escrita – que, apesar de se tornar mais evidente quando a criança inicia o período escolar, ocorre desde os primeiros anos de vida, pois é causada por alterações na formação neurológica, que podem ser relacionadas à origem genética.

Como trata-se de uma condição cerebral especial que dificulta a aprendizagem de quem nasce com ela (mas não a impede), a comunidade científica define a dislexia como um transtorno específico de aprendizagem (TEAp), assim como a disortografia e a discalculia.

SUGESTÕES PARA ESCOLAS E EDUCADORES

  • Compartilhar com toda a equipe pedagógica a existência do transtorno e discutir com cada um dos professores quais estratégias devem ser empregadas;
  • Na sala de aula, evitar a leitura em voz alta;
  • Oferecer a possibilidade de gravar as aulas expositivas para que o aluno possa ouvir em casa;
  • Disponibilizar tempo adicional para provas e tarefas escritas. Em geral, 25% a mais;
  • Oferecer a oportunidade de o aluno ter um tutor para acompanhá-lo individualmente na escola e fora dela;
  • Oferecer oportunidade para o aluno responder às questões oralmente;
  • Valorizar a apropriação do conteúdo, independentemente da habilidade de leitura e escrita;
  • Explorar estratégias para a melhor compreensão do texto;
  • Manter a família informada sobre a evolução do aluno, as adaptações aplicadas e seus resultados.

COMO A FAMÍLIA PODE APOIAR O DISLÉXICO?

  • A criança ou jovem com transtornos de aprendizagem precisa de apoio incondicional e suporte para enfrentar e superar as barreiras que lhe são impostas cotidianamente. Não encare como preguiça ou corpo mole;
  • Providenciar diagnóstico multidisciplinar;
  • Escolher uma escola ou instituição de ensino que esteja disposta a realizar as adaptações acadêmicas de acordo com o grau de dificuldade do disléxico e a trabalhar em parceria com a família e com os profissionais da área da saúde;
  • Ressaltar os acertos e não enfatizar os erros;
  • Incentivar seu filho a realizar atividades que ele gosta de fazer e faz bem-feito;
  • Incentivar a descoberta do prazer que a leitura de um livro proporciona;
  • Frequentar livrarias para que o disléxico tenha contato com livros;
  • Ler histórias que estejam ao nível da compreensão da criança disléxica;
  • Brincar de rimas ou jogos com palavras.

FONTE: Instituto ABCD

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