Quais problemas de saúde mais afetam os professores? – Você se identifica com alguma?

Os professores têm que enfrentar muitas cobranças e pressões no seu dia-a-dia, além de condições estressantes de trabalho. Esses fatores podem causar problemas físicos e psicológicos nesses profissionais como a síndrome do pânico, problemas com a voz, alergias, dores nas costas e musculares, tendinites, dores de cabeça, distúrbios do sono, irritabilidade, estresse, alterações da memória, esgotamento físico e mental e até problemas cardíacos.

Distúrbios vocais e disfonias são apontados pelos especialistas como um dos principais problemas diagnosticados em professores. São problemas causados por alterações na produção da voz – um dos principais instrumentos de trabalho – que levam muitos professores brasileiros ao afastamento do trabalho e à aposentadoria precoce.

Qualquer dificuldade na emissão da voz representa uma disfonia, que pode se manifestar através de: pigarros, ardência na garganta, esforço à emissão da voz, cansaço ao falar, dificuldade em manter a voz, rouquidão, variação na frequência habitual, entre outras alterações.

É um problema relacionado às condições de trabalho a que muitos estão submetidos como: salas lotadas com turmas numerosas que obrigam o professor a gritar; carga horária intensa; falta de conhecimento técnico da voz (preparo da voz). Essas condições estressantes podem causar doenças que vão desde a rouquidão aos nódulos nas cordas vocais.

A alergia é outro problema a ser enfrentado: professores alérgicos a giz têm irritação nos olhos e pele, além de rinites e problemas nas vias respiratórias.

Muitos professores desenvolvem estresse, que causa perda de memória, deficiência no sistema imunológico, insônia e falta de energia.

A síndrome de burnout é o problema que mais tem afetado a saúde dos professores. É uma exaustão física e mental muito comum em professores. É uma doença que diminui a vontade de lecionar, o interesse pelo trabalho, a energia e a autoconfiança. Causa depressão, distúrbios afetivos e incapacidade produtiva. Muitas vezes é confundida com a síndrome do pânico ou com estresse, pois os sintomas são parecidos. Dentre eles: queda de cabelo, enxaqueca, dor de estômago, taquicardia, sudorese, medo, palpitação, angústia e sensação de que não conseguirá realizar o trabalho são sinais inicialmente detectados. Ao longo do tempo, o profissional apresenta quadros de irritação, fica arredio e se distancia dos alunos. Os reflexos também são sentidos no relacionamento familiar. Quando não abandona o emprego, o portador de burnout passa a realizar as atividades de forma apática, morosa e sem perspectivas. Outros sintomas psicossomáticos também podem ser observados como úlcera, insônia, hipertensão e dores de cabeça.

Os professores devem procurar ajuda de especialistas para enfrentar qualquer um desses problemas.

FONTE: http://maldeprofessor.blogspot.com/2013/03/problemas-que-mais-afetam-os-professores.html

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