Nova Escola lança mais 500 planos de atividades inovadores de Educação Infantil

(…) Veja, a seguir, alguns princípios que nortearam o trabalho do time de autores e podem te inspirar a produzir os seus:

Tudo tem uma intenção

Não comparar Ensino Fundamental e Educação Infantil é um primeiro passo importante na hora de fazer o planejamento. “São momentos muito diferentes do desenvolvimento humano. Na Educação Infantil o foco não é o conteúdo, e sim a experiência da criança, até mesmo em momentos que fazem parte da rotina, como lavar a mão, alimentação, encontros e despedidas. Mas ainda assim, é necessário que o planejamento seja feito com intencionalidade. Deve-se pensar no desenvolvimento integral da criança e fazer com que as propostas de atividades extrapolem o momento. O diferencial dos planos de Nova Escola é propor o que fazer antes, durante, como organizar o espaço e os materiais, envolver as famílias e os possíveis desdobramentos das atividades”, explica Camila Neves Camilo, analista da área de Planos de Aula de Nova Escola.

Coloque a criança no centro do processo de aprendizagem

Além disso, os professores autores – e, agora, todos os educadores que usarem os planos em suas escolas – tiveram como uma de suas missões colocar as crianças no centro do processo de aprendizagem, cercadas da aquisição de novos conhecimentos, práticas culturais e trabalho com múltiplas linguagens. “Era preciso entender a criança como sujeito ativo da aprendizagem e construtora de cultura. A pergunta que nos moveu foi: como desenvolver uma estrutura de planejamento que equilibre o papel da criança e do professor para fazer uma gestão compartilhada?”, conta Beatriz.

A resposta está na revisão que os educadores devem fazer das suas práticas. Evandro Tortora é um dos professores do Time de Autores e relatou que o processo de elaboração dos planos de atividade foi bastante formativo para ele. “Eu sempre aplicava as atividades que planejava com as minhas crianças e a mentora do projeto me ajudou a perceber coisas que eu poderia fazer de um jeito melhor. Por exemplo, em atividades com dados, sempre era eu quem arremessava. Mas as crianças são capazes de fazer isso. Pode parecer uma mudança pequena, mas é bastante significativa”, diz.

“Os planos de atividade de Nova Escola são para que os professores aguçem, dialoguem e proponham boas perguntas e ações para a turma. O pensamento não é mais ‘como eu, professor, ensino isso para a criança?’ e sim ‘como essa criança aprende?’’, explica Beatriz. Desse modo, altera-se a concepção clássica do papel do professor.

Todos (todos mesmo) precisam participar

As atividades contam com um box chamado “Para incluir todos”. “O educador precisa pensar em apoios e momentos que são bons para todos que estão envolvidos ali, não só para quem tem deficiência. Se a proposta inclusiva for boa, todos na turma se beneficiarão dela”, comenta Raquel Franzim, coordenadora no Instituto Alana.

Assim, os planos têm como objetivo incorporar as diferenças no planejamento, e não fazer do trabalho com elas algo à parte. “O laudo, ou a falta dele, não pode determinar a aprendizagem. Devemos ver todas as crianças como capazes, mas reconhecer que elas também são capazes de enfrentar barreiras”, defende Raquel.

Envolva as famílias

Outra proposta interessante é a de engajar as famílias. “A escola precisa ser um espaço de aprendizagem para a vida inteira. Assim como nós, os pais ainda estão aprendendo e podem aprender muito mais com seus filhos”, diz Beatriz. Ao final das atividades, é sugerido um modo de fazer com que os adultos que convivem com as crianças participem ativamente de seu processo de desenvolvimento de novos saberes.

Pode repetir, mas com alterações

Para um bom trabalho, a mentora Nelcilene Aparecida traz uma dica valiosa: “Para que as atividades não caiam na mesmice no decorrer do ano, o professor precisa fugir de perguntas cuja resposta sejam ‘sim’ ou ‘não’. Por exemplo, ao invés de se perguntar se a criança está aprendendo, deve responder como ela está fazendo isso”. O planejamento das atividades deve ser feito e alterado conforme a resposta a esses questionamentos que o educador precisa propor a si mesmo.

Escute os pequenos

Por fim, o professor Evandro recomenda uma escuta atenta para as crianças. “Considere as falas e a participação delas nas hora do planejamento. Por mais que muitos não esperem, elas podem propor coisas incríveis”.

Acesse gratuitamente todos os planos aqui.

Fonte: Nova Escola

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