A psicologia de Ninfomaníaca (artigo sobre o filme)

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Quando Lars Von Trier anunciou que iria fazer o filme Ninfomaníaca, o mundo do Cinema prendeu a respiração. Em se tratando do polêmico diretor, o que esperar de um filme que tratasse de sexo explícito? Como já mencionamos aqui no Salada, seus filmes dão uma sensação muitas vezes controversa e malinterpretada de sua opinião – como pode muito bem ter acontecido em Anticristo e Manderlay, por exemplo.

Mas, após receber críticas positivas – e até mesmo de que o filme não era “lá tudo isso” de pesado sexualmente – fica mais fácil entender como as pessoas enxergaram a posição do cineasta sobre essa questão meio tabu. Ninguém que assistiu à primeira parte do filme ficou com a sensação de que ele estava endeusando um mundo de luxúria. Muito pelo contrário.

Através da personagem de Charlotte Gainsbourgh, vemos que um mundo onde o sexo é considerado a prioridade número um é um doloroso, solitário, falto de sentimentos ou propósitos. A jovem usa o sexo como uma forma de escape, mais do que de prazer, e isso a tormenta, especialmente quando começa a se relacionar com o homem pelo qual era apaixonada.

Vemos seu sofrimento, sua aflição e a falta de suposto caráter que ela demonstra com a morte do pai. E ela condena todas essas atitudes e muito mais, diz ela – que só será revelado na segunda parte. Mas, se ficamos assustados com a sordidez de suas ações, o elemento suavizador, Seligman – interpretado com tanta doçura por Stellan Skarsgård – não julga Joe, mesmo em seus momentos de maior vergonha.

Ele faz comparações com a música clássica, a pesca e outros elementos do mundo “real” e comum, nos quais Joe pode se apoiar para atenuar sua sensação de culpa. Nesse sentido, Seligman é mais que um ouvinte, ele é o padre, que ouve a confissão e perdoa que só exige como troca a história completa. E se ele, que é o ouvinte direto, não a julga e condena, como nós, espectadores distantes, podemos fazê-lo?

TEXTO DE MAIRA GIOSA

Fonte: http://saladadecinema.com.br/2014/03/20/ninfomaniaca-a-psicologia-de-ninfomaniaca/

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